Pois.
Fui à dermatologista.
Doutora *** é sempre tão atenciosa e delicada comigo, vive abrindo horários extras pra mim que sou meio tã-tã e nunca me organizo numa vida normal como todo mundo.. Ai, quem me dera ser normal como todo mundo!..
Mas fui à dermatologista e depois de uma espera de dois pacientes, quase nada para quem não havia marcado com a antecedência necessária, a recepcionista me autorizou a entrar para a consulta.
Como de costume *** resolveu meus problemas dermatológicos quase que num passe de mágica. E digo ´quase´ porque para os procedimentos precisei duma leve anestesia, a médica ia usar o bisturi a laser.
Para tanto Dra. *** me perguntou se me importaria esperar um pouco pelo efeito do anestésico numa salinha de pequenas cirurgias que fica contígua à sala em que estávamos, era só o tempo de ver mais dois pacientes e então faríamos o procedimento.
Nada, que nada, fico sem problemas _ disse, e apanhei uma revista para folhear enquanto esperava.
As salas estão separadas por uma indiscreta meia-parede.
Dra. *** me acomodou numa maca, acendeu uma lâmpada fluorescente e fechou a porta que liga uma sala à outra.
Abri a revista, comecei a olhar e então ouvi quando o paciente entrou na sala. Era impossível não ouvir o que se passava ali, o homem estava muito angustiado e além de tudo falava muito alto. Estava com uma coceira alucinada que o tomava por todo o corpo, do nada aparecera, ele tinha má circulação, tomava remédios para a pressão, não consumia sal, cheio de problemas, faltando cair no choro, a coceira não o deixando sequer raciocinar, uma loucura, doutora, o que é que eu faço?
O senhor é alérgico?, ela perguntou, e ele, Não senhora, só tenho problemas de circulação, e tomo também aquele remédio para refluxo, aquele, oh, meu Deus, me deu um branco, aquele remédio ótimo, passa na hora o refluxo, eu sempre tive refluxo, é um inferno, oh, Deus, como é mesmo o nome do remédio?..
E eu, DA OUTRA SALA, PORTA FECHADA, DIGO EM ALTO E BOM TOM:
_ OMEPRAZOL!
E imediatamente quero morrer!
Meu Deus! Falei em voz alta o nome do remédio! Onde estou com a cabeça, meu Deus do céu!
Sei o nome do maldito remédio porque Paulinho já tomou, e vendo a agonia do homem acabei por falar em voz alta, feito criança, mereço uma surra de cinto!
Quero fugir, desaparecer, o que vou dizer à Dra. ***? Oh, Deus, por que é que essas coisas acontecem comigo?
Mas Deus é grande e o homem, o pobre homem, se coçando e se consumindo em agonia disse: é isso mesmo, Omeprazol, doutora, é esse o nome do remédio!
E seguiram a consulta como se nada tivesse acontecido.
Enquanto que eu até hoje me encontro em prostrado estado de mortificação pelo ocorrido…
ei, que históriaaa..hahah, mas vc nao fez por mal ne..entao nao tem nada nao ow.
e tenho uma coisa p te falar..eu tava confundindo umas coisas, acho que vc percebeu..mas me veio um juízo e sei sei, de quem se trata…
ps: nao confundi com nenhum ente seu.
e sim meu!
mas o importante é que eu admiro sua forma de escrever. sou sua fã.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Cancôa, eu tb tenho esse defeito de fábrica. Mas quem mandou falarem tão alto?
Vc não errou não priminha sarcástica. Vc usou seus préstimos samaritanos e ajudou uma pobre alma ‘coceirigêna’, e merece ser bonificada por isso. Eu se fosse a médica faria 02 procedimentos imediatos: Te atenderia imediatamente e depois chamaria um pedreiro para colocar isopor em todas as paredes da clínica. Sabe-se lá se a próxima paciente esquecesse que usava Ky?
rsrsrsrsrs…
é o preço da espontaneidade…
bjo
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Olhe, eu nunca comentei aqui, apesar de sempre acompanhar seus textos e AMAR,mas hoje senti necessidade de escrever algo!
Suas estórias merecem um livro!! Muitoo bom viu hahahaha…adoro você!
Passei um pequeno hiato sem ler aqui no seu espaço, por conta de uma viagem e agora estou devorando os textos!! Começo com esse do Omeprazou e simplesmente me destruir de rir!!
Ador você Majestade!!!
Beijos!!!
Mônica, eu tenho uma história bem parecida. Estava eu dentro do elevador com mais duas pessoas, uma amiga minha e um ser desconhecido que entrou falando no celular. (Entrar no elevador falando no celular é pedir para as pessoas que estão dentro ouçam a conversa!). Lá estávamos nós quando o homem falando no telefone com uma mulher, pela conversa eu acredito que estavam marcando um encontro ou algo do tipo, perguntou a ela que data era aquele dia, ele mesmo pensando falou uma determinada data, mas na verdade não era aquela e eu, com minha língua maior que a boca, falei para dar uma ajudinha a ele: “hoje não é X data não é Y”. Depois que falei quis enfiar minha cara no primeiro buraco que visse em minha frente. Minha amiga me lançou um olhar, (aquele olhar de mãe quando a criança faz uma besteira), pois então, queria sair do elevador o mais rápido possível. Até que finalmente chegou ao meu andar e saltei. Imagine que situação.
Um beijão Sarah
uashauua MÕnica essa foi muito boa… mas assim… vou lhe dizer uma coisa, espero q lhe sirva de consolo> pago micos muito maiores que esses quase todos os dias, de variados tipos…. kkkk aii como eu sofro!